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15 filmes que eu aplaudo de pé.

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Que careta é essa aí? é sua cara mesmo? Ah, então pode…

Sei que você tá brava/o por que eu estou enrolando vocês (vocês = umas cinco almas desgarradas e abençoadas pelo mundo) e que vocês querem saber como acaba essa trilogia dos filmes, e como se sabe uma trilogia nunca é perfeita, um deles sempre caga estraga a obra completa, mas veja pelo lado bom, o pior pode ter passado… Ou não, sei lá… vai lá ler os dois anteriores e volta aqui, eu espero

Parte um: 
https://cerebrovoltaiko.wordpress.com/2014/08/24/dez-filmes-que-odeio-e-que-o-povo-bate-palma/
Parte dois:
https://cerebrovoltaiko.wordpress.com/2014/08/25/dez-filmes-que-o-povo-nao-bate-palma-mas-sao-bons-juro/

O quê? Já voltou? Ah você já tinha lido? Não? Foda-se Tudo bem, não tem problema… 
Este é sobre os filmes que mais amo de paixão em todo o mundo mundial.

Mentira.

Mentira por que vai faltar os filmes de sequência tipo Star Wars, Poderoso Chefão, Senhor dos Anéis e Matrix que eu _piro o cabeção_, Mas é a vida…
Vai faltar também o Christiane F. 13 Anos, Drogada, Prostituída. Mas como já coloquei no post anterior, não vou repetir aqui (O que? Filadaputa! Você não leu o post anterior? Eu avisei)
Aliás, como todo desfecho esse vai ter umas três horas de duração, vai no banheiro escova os dentes e põe uma roupa limpa, mas anda ligêro visse…

Finalmente o post.

Sem mais, comecemos:

 

15° Lugar – Detroit, A Cidade do Rock (1999)

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Esse é o último da lista, mas não menos importante.

Esse dai Eu assisti sem piscar e faço o barulho da bateria da introdução sem cuspir claro toda vez que alguém fala o nome do filme. Esse filme é sobre uns moleques muito loucos, fãs da banda KISS, que ganham ingressos em uma promoção de rádio para irem assistir ao show na cidade do nome do filme, acontece que não é tão fácil assim. O filme faz uma crítica forte aos valores puritanos extremistas da religião cristã americana que oprime os jovens como uma prisão sem grades. O filme é perfeito por que além de girar em torno do rock como veículo de expressão das vontades e das descobertas da juventude tem uma trilha sonora perfeita e é engraçadíssimo, é um filme de formação e provavelmente não terá graça se assistido depois de já ser um adulto bundão pagador de impostos e eleitor do PSDB (putaqueopariu QUE FOI PRODUÇÃO, NÃO ENCHE O SACO! TÁ TÁ…)

Próximo.

14° Lugar – Clube da Luta (1999)

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 Fruta que caiu! Esse é muito louco! Mas não é o mais foda Melhor, calma que chegamos lá…

Esse filme é um tapa na cara da sociedade de consumo, dos valores morais, da vidinha pusilânime, é o diretor olhando pra você depois de um socão e te falando: “Deixa de ser otário, olha pra sua vida! tá uma bosta! você tá vivo? tem certeza?” Tem mais mensagens subliminares que filme da Disney e música da Xuxa, ao mesmo tempo fala da esperança de uma vida melhor, é como se fosse o jeito errado de ser bom.

A história é sobre um cara comum que um dia muda totalmente de vida ao fazer uma amizade em um avião, daí que disto vem um monte de coisas sensacionais que se você ainda não assistiu está perdendo tempo.

Esse filme me marcou bastante, por isso entra na lista dos meus favoritassos.

13° Lugar – Kill Bill (2003) 

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Hoje eu curto mais o Kill Bill pelo passado. Pelas boas lembranças que me deu, eu adorava esse filme na minha adolescência, achava que tinha desbravado o hímem do cinema cult por que manjava dos Tarantino, maaas, hoje, depois de ver um monte de filmes, acho o Tarantino um tremendo de um sacana plagiador e malandro. O Pulp Fiction certamente é sensacional, mudou coisa demais e tal, mas para por aí, O Kill Bill não chega perto, mas mesmo assim, foi um filme que me impressionou demais e graças ao plágio maroto do Tarantino, hoje eu conheço um monte de outros filmes legais.

Não disse que ele é um safadjenho… 

A treta dela com a O-Ren e a sequência em animação ficou na minha cabeça pra sempre. E vale dizer que depois do KB (Kibe não, para de zoeira) quase tudo que foi filme Hollywoodiano meteu a copiar tudo também, e meter Michael Madsen em tudo que é filme.

Whatever…

KB é sobre uma mina que tava grávida, ia casar, mas tentaram mata-la, e ela estava grávida, ela acorda do coma e quer vingança. Só isso.

Mas nesse só isso cabe muita coisa.

Próximo.

12° Lugar – Ted

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Tava faltando uma sacanagenzinha né?

Futebol, cerveja, fulerage, samba, jogo-do-bicho, safadeza. Isso é o Brasil.

Então…

Muito embora o Ted, não seja nacional, mas a marotagem é que nem a zuera, não tem limites, e provavelmente, nem fronteiras…

Esse filme é cheio de sacadas sensacionais, com um humor negro do balacobaco, cínico, politicamente incorreto, amoral e muito do sem vergonha, Lembro que estava numa casa de família (quê? foi na sua? não, não foi não) assistindo o Ted pela milionésima vez e tinha uma piada muito da sem vergonha que só eu dei risada, por que acho que era o único espírito-de-porco num raio de quilômetros de distância…

O cara que dirige o Ted é o mesmo que dirige o Family Guy, que bate de 1000 a zero nos Simpsons, recomendo.

11° Lugar – Battle Royale (1999)

[Mais um de 1999?!? é um sinal do Apocalipse, liguem pra central dos Iluminights e avisem que deu um Deja Vu aqui]

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Esse é ó! Daqui!

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É sério, esse ai é tenso.

Pense no seguinte (Feat. Marcelo Rezende) Você tá no colegial ainda, ta querendo se enrabichar com alguém do sexo oposto, esse alguém é o/a popular da escola, o transão ou a mina gostosona que todo babaca ou toda mina besta quer, dai acontece o que? Pelas leis da física explicadas por ALBERTO AINSTAIM vai dar merda. Dai você toma um belo de um toco. Se você der o azar de ser homem é pior ainda, você vai ficar marcado pra sempre como o peganinguem (tinha isso na minha maldita escola) ou como a fubanga (lembra dessa?) todo mundo te zoa e você é bulinado (Bullying) pra sempre.

QUE DIABOS TEM ISSO A VER COM ESSE FILME? CARALEO

Tem a ver, que o filme trata-se do seguinte: No futuro, o Japão entrou em colapso, o desemprego chega a níveis alarmantes, virando um Estado Totalitário, poucos jovens vão á escola, e de ano em ano o governo realiza o Battle Royale, que consiste no seguinte.

Você pega uma classe de 3° ano do ensino médio e joga numa ilha, meta coleira explosiva no pescoço deles, mete armamento de exército pra uns e tampa de panela pra outros, e no final avisa que em três dias toda a classe tem que se matar até ficar um só, se não ficar, as coleiras explodem e todo mundo morre.

Por isso, entre outras coisas que amo esse filme, a Gogo Yubari do Kill Bill é uma personagem deste filme, e o filminho de merda Jogos Vorazes plagiou fortemente o BR. Teve uma continuação, mas não tão boa quanto o primeiro. 

10° Lugar – Laranja Mecãnica (1971)

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                                              Well, well drugis…

 

Esse foi a porta de entrada pras dorgas mais fortes…

Dá pra escrever uma tese de doutorado sobre ele, referência á toneladas, crítica social a dar com pau (literalmente) Trilha sonora exuberante. fotografia perfeita, estética revolucionária. Mudou todo o panorama do cinema mundial, sua importância ecoa na literatura, na música e na cultura pop, Veja, não existiria Clube da Luta sem Laranja Mecânica do Mestre da Montanha Stanley Kubrick, Ramones, David Bowie, e uma infinidade de bandas dizem se inspirar nesse filme, o Battle Royale é chamado de A Laranja Mecãnica do Japão. 

Mesma premissa, no futuro, a Inglaterra entra em colapso, e a delinquência juvenil chega as raias do absurdo, o carinha do centro da foto com essa roupinha camarada ai, é preso e se submete a lavagem cerebral. Mais não digo, assistam.

9° Lugar – Gia, Fama e Destruição (1998)

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Ai cara, nessa hora eu sou mulher…

Este filme é a biografia feita pela HBO sobre a vida de Gia Carangi, primeira supermodelo da história. Que que ele tem de bom? Trilha sonora, fotografia, enredo, interpretação, emoção.

Quantas vezes ouvi The Killing Moon do Echo And The Bunnymen, Dancing With Myself do Billy Idol ou Let’s Dance do David Bowie (que aliás, foi a primeira vez que ouvi Bowie na vida)

Assisti escondido, por que a Angelina Jolie Aparecia pelada…

gosto de filme de Biografias, mas este é, de longe, o melhor.

8° Lugar – Mulher nota 1000 (1985)

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Era uma vez, há muitos e muitos anos atrás, quando os pais davam Playboy para os filhos (é machista, mas era fato, acontecia e pronto) e a internet não havia dominado o mundo nem se compartilhava putaria clips eróticos pelo zap zap, Haviam filmes que faziam nossa vida adolescente fapeadora mais feliz. Este é um deles.

Este posto foi disputado bravamente em um ringue de lama: tecnologia Vs. Magia contra Elvira, a rainha das trevas.

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Mas vejam que belo… Sorriso, Elvira…

Ai, ai… Mas a Lisa ganhou 

Como ia dizendo, Este filme (Mulher nota 1000) Marcou minha adolescência por que eu era o tosco da escola, se pedissem pra você apontar na fila quem eu era, você apontaria pro menino do lado… E MNM (vou abreviar ok?) é sobre dois toscos que montam uma mulher no computador, e graças á um acidente ela vem pro nosso mundo, daí que ela é o sonho de todo garoto, inteligente, bonita, gente boa, humilde, charmosa coisa e tal… tem uma cena que ela toma banho com eles, cara… cara… apaixonante…

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Curiosidade. Ela já foi caasda com o Steven Seagal…

Aliás, a produção acaba de me informar que a Internet não dominou o mundo. Ainda somos livres portanto…

7° Lugar – Highlander, O Guerreiro Imortal (1986)

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Who wants to live forever

Opa! Me empolguei aqui, com essa majestosa trilha do Queen, rolava um dos filmes mais pops de todos os tempos, e você já deve ter usado a palavra Highlander, pra se referir ao Silvio Santos, á Dercy Gonçalves (Que Deus a tenha) á sua mãe, a mãe não…

Este tem uma história bem conhecida, mas deixa eu explicar pra minha amiga dona de casa: É sobre um cara imortal e sua vida ao longo dos séculos, que eu me lembre foi a primeira aventura em que eu me identifiquei com o herói, acho que foi a brecha pra eu ser o nerd chato de hoje… Esse foi outro que disputou o lugar a tapa com um certo cachorro que não é o Beethoven mas eu preferi esse por que tem a trilha sonora do Queen, por que tem o Sean Connery e o Christopher Lambert e por que tem uma das frases mais fod… caham, sensacionais do cinema.

“Só pode haver um!”

Garçom manda o Próximo aí por favor.

6° Lugar – Dogma (1999) [vixi]

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Eu sou católico. E me orgulho disso. 

Acontece que quase todo filme religioso que assisto acaba caíndo em:

1 – Blasfêmia 

2 – Blasfêmia disfarçada de cristianismo

Esse aí chegou perto disto, mas é tão brilhante e critica tão fortemente os princípios direitistas toscos da igreja, que não dá pra não gostar dele, junte isto ao fato do diretor ser um nerd total (Kevin Smith, ele escreveu roteiro pro Demolidor, Batman, Homem-Aranha e Arqueiro-Verde) e tratar apóstolos, anjos e demônios como super-heróis.

Bang, filme favorito N°6

(Vou deixar uma nota aqui, a produção me ameaçou de morte se eu citar religião ou Deus de novo, então já sabe não é AMIGOS?!?)

5° Lugar – Ichi, o Assassino (2001)

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Controverso não?

Digo, o 6° filme eu digo que sou católico, no próximo…

Mas acontece que cinema é cinema, vida real é vida real, ponto final.

Este é da pesada, dirigido por Takashi Miike, que é um doidão e é o que acho que vou ser no futuro… O filme é sobre um Yakuza que tem que achar o chefe e faz TUDO pra acha-lo.

Tudo.

Se assistir, assista sozinho, nada de levar a vovó cardíaca pra assistir, nem a mamãe evangélica, por que novamente baseado nas teorias do ALBERTO AINSTAIM, vai dar mer… digo, problemas…

O cara tem um visual bem peculiar, além das cicatrizes no rosto ele tem a boca cortada que é segurada por dois piercings, dai quando ele fuma…

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Curiosidade babaca. Eu já fiz um cosplay desse cara e apresentei no Anime Friends… sou um fiasco de ser humano

Próximo.

4° Lugar- Drive (2011) [até que enfim um novo]

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Pode ir no banheiro se quiser desde que termine de ler essa porra que deu trabalho, miserável

Voltou? Baralho!

Então…

Esse ai tá perto do topo da lista por que superou de longe os outros, na verdade estou em dúvida se este ou o Ichi é melhor, mas fica esse mesmo.

Este filme, eu assisto pelo menos uma vez por mês.

Não dá pra descrever ele bem, é baseado em um livro (aliás, vários dos os filmes que postei aqui são) dirigido por  Nicolas Winding Refn, outro diretor sensacional, por que é um caso raro em que o livro é ridículo (eu não gostei) e o filme perfeito. O filme é sobre O Motorista, um cara caladão tipo Clint Eastwood na trilogia do Dólar (ó, outra indicação aí). Que trabalha como dublê e nas horas vagas faz um trabalho por fora de piloto de fuga, por motivos misteriosos, chega uma hora que as coisas fogem do controle e sim, é por causa de mulher… e não é a Andy San Dimas (que por sinal, está no filme, sabe quem é? háhá misteriosamente, eu sei)

Esta cena que coloquei de apresentação é uma de arrepiar, se assistir fique de olho quando ela começar, sua cara vai cair…

3° Lugar – O Corvo (1994)

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Tem alguns filmes que me mudaram completamente, eu sei que você também tem os seus, este, Christiane F. e Gia são meus filmes de formação por excelência.

Ele tem uma história bem sombria, por que é um filme Punk-Gotico, eu mesmo, não entendo do movimento (Gótico), mas amo este filme e sua estética. Trata-se de um casal feliz que mora em um bairro de merda perigoso, a mulher é idealista, e como todo mundo que ousa sonhar neste mundo ridículo, acaba morrendo, morre ela, morre ele também, mas um corvo trás o rapaz de volta para se vingar. então vejamos: Roqueiro Punk  ✓/ Fuma ✓/Idealista ✓/visual dark contra a explosão de cores dos anos 90✓/apaixonado ✓/baseado em História em Quadrinhos ✓/busca redenção ✓/ trilha sonora com Iggy Pop ✓/ vai pro céu no final ✓/ super-poderes ✓/ samba na cara dos haters ✓

Por causa disto este filme é o meu terceiro favorito de todos os tempos e vocês vão perceber por que terceiro quando verem o segundo e o primeiro lugar.

2° Lugar – Corina uma Babá Perfeita (1994) 

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Cinquenta conto que por essa você não esperava…

Depois de citar Laranja Mecânica em décimo, Kill Bill em décimo terceiro e Clube da Luta em décimo quarto, eu venho com essa?

Calma baralho… deixa eu explicar, DEIXA EU EXPLICAR PORRA

Quando eu tinha seis anos, meu pai me levou em um cinema na puta que o pariu num calor dos diabos para assistir meu primeiro filme, este daí.

Este, foi o primeiro filme que assisti no cinema. 

Este filme trata de racismo, preconceito e amor contra tudo e contra todos.

É sobre um cara branco (Ray Liotta) que tinha uma família funcional, com uma filinha, até que a esposa morre, ele contrata uma babá negra e os dois começam a ter um romance. Mas o filme da um tapa, tapa não, um cruzado na cara do racismo por que a mulher (a sensacional Whoopi Goldberg) não quer se relacionar com um cara negro (O racismo inverso, como se as raças tivessem que se reproduzir em cativeiro) e o branco com a branca, os dois não podem ficar juntos por que o cara é rico e a mulher é a empregada, já viu aí alguma semelhança?

Se você viu semelhança vou contar um fato curioso, minha mãe é negra e meu pai japonês… Dai que meu pai não me levou para assistir este filme a tôa

Até hoje, toda vez que vou atravessar um farol vermelho eu sopro o semáforo… Se você assistiu vai entender…

Por causa disto, este é o meu segundo filme favorito.

1° Lugar – A Paixão de Cristo (2004)

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Mete controverso ai heim meu amigo dono/dona de casa…

Depois de tudo o que você leu até aqui,você quer saber por que este é o meu favorito e por que eu escolhi esta cena de capa?

 

É isso ai. 

Esta trilogia dos filmes deu um trabalho da moléstia, mas ta aí. Que achou? Meus filmes são todos ridículos e eu sou paga pau de Hollywood? Eu sou uma farsa? Um tosco? Um mutuna?

Agora, acho que a produção vai me fazer uma visitinha camarada por que falei em religião e provavelmente vou ficar um tempo sem escrever, mas ta aí comenta, curte compartilha sei lá… mil coisas…

Abraço a todos!

 

 

 

 

 

 

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Dez filmes que o povo não bate palma, mas são bons (juro)

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No Post anterior (https://cerebrovoltaiko.wordpress.com/2014/08/24/dez-filmes-que-odeio-e-que-o-povo-bate-palma/ este que tá aqui atrás) Fiz uma listinha marota dos dez filmes que odeio e o povo ama, daí que as pedras femininas vieram mesmo como previsto, masculinas também… Então me perguntaram que filme era melhor então? Não foi bem isto, no caso me disseram (fonte anônima, a produção não me permite revelar o nome da pessoa) que se eu NÃO gostava ele/ela provavelmente gostaria… então isso me deu uma ideia, vou colocar os filmes que acho que são melhores (1000X) que os da lista, vamos lá… Ei não vai embora não! Já foi…

1 – Ponyo – Uma Amizade que Veio do Mar
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Hayao Miyazaki. Só isso por si só bastaria, esse tio é o mesmo que fez A Viagem de Chihiro e O Castelo Animado. Na história Ponyo é uma peixinha dourada que conhece o garoto Sosuke que cuida dela e por isso ela quer virar humana pra ficar perto do amigo, o desenho é belíssimo e criativo  a Times Online disse que “Ponyo é tão caótico e exuberante quanto uma história contada por uma criança hiperativa,” Ora se é pra contar história pra criança, por que não admitir seu ponto de vista? Tem uma cena de uns bebês que meu amigo, você tem vontade de voltar a ser criança… Agora se você vai vir com, ah, mas é desenho, prefiro Nemo por que é 3D, é meu filho, Só que esse Ponyo Aí foi pintado Á MÃO ok, Bju. Próximo.

2 – Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge.

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Claro que seria este. 
Ora, se o Primeiro Batman foi para mostrar ao público que era possível fazer coisa boa com o personagem, o segundo bem… o terceiro foi o fim da lenda. A partir da mesma premissa do V de Vingança em que qualquer um pode ser o herói Nolan construiu o filme que, na minha opinião, é o melhor e o mais épico da franquia. O Bats foi destruído no filme anterior, física e emocionalmente, ele perde tudo pro Bane, é traído e tem uma puta batalha épica no final, se o coringa rouba a cena no segundo nesse aí foi a MOLIÉR GATO…

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Como foi possível viver na opulência deixando o resto de nós com tão pouco…

Mesmo assim, foi melhor que o coringa por que o Bats faz coisa demais no filme coisa que no dois… 
O começo com a frase do Gordon “Eu acredito em Harvey Dent” e o final ficaram na minha cabeça por um bom tempo…

3 – Sin City

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Esse acertou na mosca.

Ia colocar o primeiro 300, mas o primeiro é anacrônico e tem os mesmos defeitos em um grau menor que o dois. Apesar de eu gostar muito do primeiro 300 o Sin City é muito melhor. Por quê? Porque é amoral, fetichista, vagabundo e bem feito demais, ele fez o que nenhum, *caham*, vou repetir em voz caixa alta, NENHUM filme de quadrinho fez, foi fiel ao mesmo. Tanto na história, quanto na fotografia magistral. Se você pegar a HQ você vai ver o desenho virar gente na sua cara, e o Quentin (esse mesmo) dirigiu a sequência inicial em uma garagem e só cobrou um dólar por ele, perfeito. Próximo.

4 – Amor e Outras Drogas

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O número 4 da lista anterior, se você se lembra, era A Culpa é das Estrelas. (poderia colocar um monte de filmes pra bater naquele, mas vou usar Hollywood contra Hollywood) Esse filme tem uma premissa bem semelhante, tem tragédia, mas ele é melhor apenas por um motivo, A mulher não morre no final.

BANG!

É eu falei o final mesmo, isso por que esse é o ponto fulcral de por que odeio tanto os filmes românticos modernos, supostamente emocionantes.

A história é simples, a mulher (Sim, eu gosto da Anne Hathaway) Tem Mal de Parkinson e o cara não, eles tem que lidar com isso se ele fica com ela assim mesmo largando o egoísmo ou não.

A parte isso, a trilha sonora é boa, a fotografia, e para você MOLIÉR tem o Jake Gyllehaal que no caso deve bater na Culpa é das Estrelas

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eu acho, sei lá…

No geral, o que mais gosto desse filme é que os dois crescem juntos, vivem juntos, se divertem e aprendem um com o outro, isso é romance e se não for a Culpa é das Estrelas (peraí proução, me deixa terminar o texto, não me demite não porra)

5 – Angel A

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O poster é Japonês, mas o filme é francês, do Luc Besson. 
Também tem tragédia, mas em outro nível, é um amor quase impossível por que a mulher, no caso, é um Anjo, anjo que vem ajudar o cara que é um fodido perdido na vida, argelino na França, já viu né, é tipo nordestino em SP, quê produção? Ah tá.

Como ia dizendo…

O filme é todo filmado em preto e branco como O Artista do Michel Hazanavicius, que também é produzido por francês, aliás, cês tão ligado que depois do Brasil os franceses manjam dos romances né? 

Como ia dizendo 2…

A trilha sonora é perfeita também e mais uma vez, os dois crescem juntos e o amor vence no final, sou romântico mesmo (no sentido literário) e acredito que se você assiste filme romântico não vem me jogar pedra, não curto filme que um dos dois morre no final #prontofalei

Exceto Doce Novembro com Keanu “Neo” Reeves, por que, bem, é o Neo baralho… Próximo

6 – Eu Christiane F. 13 anos Drogada e Prostituída

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Meu amigo, que dizer desse ai…

Primeiro, tenho um amor incontrolável por esse filme, particularmente ele tem história pra mim, Meus pais assistiram esse filme no cinema quando eram namorados, eu assisti por que meu pai me mostrou com 13 anos, e cara, esse filme mudou minha vida, sendo um dos meus favoritos pra sempre.

acontece que ele está ai pra bater de frente com o Dancer in the Dark do Lars von Trier.

Isso pra que ninguém fale que não gosto de filme triste.

E pelo título, você deve perceber que é bem triste e fala por si só. E o pior que é real. Se você não viu ainda procure, já passou longe da hora de assistir Wir Kinder Vom Bahnhof Zoo. que quer dizer “Nós as Crianças da Estação Zoo” em Alemão, mas a tradução do título não ficou ruim…

E se você ainda não motivou, esse filme tem ele, o Mito, A Lenda David Bowie, assiste lá Cláudia.

7 – V/H/S

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Isso é filme de Terror com tesão Tê maiúsculo.

Não vou falar muito dele por que não tem sentido dar Spoiler nesse, ele tá ai pra bater na Invocação do Mal. Ia colocar O Exorcista, Mas esse é hors concours então fica esse mesmo. Trata-se de um filme found footage tipo Rec e Atividade Paranormal sobre um bando de adolescentes tipo Laranja Mecânica (outro foda muito bom) que são contratados pra entrar numa casa e roubar uma fita VHS.

Eita, aí começa a diversão…

O filme é dividido entre vários curtas dirigido por várias pessoas, cada VHS que algum deles assiste é de alguém diferente, cada uma sobre sobre vampiros, fantasmas, casas mal-assombradas, assassinos e possessões, tudo isso filmado mesmo com as saudosas câmeras VHS pra dar mais cagaço medo. É uma produção alternativa mas na minha opinião, um dos melhores filmes de terror que já vi. 

8 – O Espetacular Homem-Aranha

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Ai Peter…

Melhor filme de herói, melhor que o Batman e adoro o Batman…

Melhor por um simples motivo, inspira você a ser o herói, você, fodido  e pobre, na sua vida simples. Ele não é milionário tipo Bruce Wayne, não é deus tipo Super-Man, Não é milionário, playboy filantropo fazendo armas pra atacar o Oriente Médio, ele é você e eu.

Na cena que o garotinho usa a máscara dele tudo fica claro, somos nós, desde criança, querendo deter o mal seguindo algum tipo de “instinto” e claro, é mais parecido com a HQ que a trilogia anterior do Sam Raimi.

9 – A Noite dos Mortos Vivos

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Falei dele no post anterior e não vou falar muito dele neste, só que foi o primeiro filme a ter um herói negro, isso em 1968, (aliás, procure sobre este ano, coisas fantásticas aconteceram nele…) a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos o registrou ao seu Registro Nacional de Filmes como um filme considerado “historicamente, culturalmente ou esteticamente importante, isso por que esse filminho maroto ai mudou a história dos filmes de zumbi, de Guerra Mundial Z até The Walking Dead.

10 – Matrix

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Apelei mesmo.

Bater em Transformes é mais fácil do que parece… Não tem Megan Fox, mas…

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Tem Monica Bellucci…

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E Carrie Ann Moss…

Bom, dessa vez, o povo além de jogar pedra, vai dizer que a lista é uma bosta e que tem filme melhor que não coloquei, então fale ai, qual filme podia estar aqui?

Até a próxima pessoal.

Dez filmes que odeio e que o povo bate palma

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Como todo mundo vem escrevendo coisas babacas sobre a entrevista da Dilma, balde de gelo e outras coisas tão babacas quanto, fiquei inspirado e vou fazer uma coisa babaca também, o que seria? Pergunta o incauto leitor, vou dizer: uma lista. Sim uma listinha marota, por que todo mundo curte listas, esta é dos dez filmes que todo mundo gosta mas eu odeio, então vamos lá leitores (se houver alguém ai) aliás, este post vai ter ESPOYLER pra baralho, se não quiser não leia.

1 – Procurando Nemo

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Já vi que tem gente que vai atravessar a rua quando me ver vindo pelo horizonte.  Já de primeira é o filme mais popizinho que todo mundo ama, mas por que não gosto do Neminho?  Não acho o filme carismático nem inteligente, não gosto do personagem principal, que não passa de um moleque chato que se fodeu, que se perde, se arrepende e acha o pai. Até ai tudo bem, o problema maior é que não vejo por que fazer um filme com esse roteiro batido, posso citar uns dez filmes que tem o mesmíssimo roteiro, sem tirar nem pôr, mas acredito que todo mundo sabe disso e gosta do filme por que todo mundo gosta, esse é o principal motivo de eu não gostar do Procurando Nemo, é um filme que se fosse com gente não teria nada de inovador, não acho a personagem principal Dóris engraçada, não vejo um pingo de graça nas Gags de amnésia dela. Os personagens do aquário do Nemo são todos clichês e claro tem o militar americano. Por não ser criativo, não ter boas piadas, personagens cativantes e ser moda por imposição Procurando Nemo é o top da lista.

2 – Batman – O Cavaleiro das Trevas.

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Há. Nessa eu peguei vocês.

Quem me conhece sabe que o Batman é meu herói número um all the fuckin’ time forever, e todo mundo adora o segundo filme da impecável trilogia do Christopher Nolan, pela lógia o filme deveria ser o que eu mais gosto, mas não é.

Tirando a exemplar atuação do coringa, o filme não me foi atrativo em nada, foi pão com manteiga, enquanto você já comeu o melhor sanduíche do mundo. O filme foi feito como se o personagem principal fosse o Mul3k3 zik4 Coringa, o Batman mesmo não tem lá grande participação, o melhor do filme é o final, quando já acabou. Coisa semelhante acontece em Os Vingadores, esse eu só não odeio, por que eu ainda gosto de algumas coisas no filme.

Em O Cavaleiro das Trevas, o filme não se sustenta, parece que estamos assistindo dois filmes de tão longo e que o Nolan só colocou o Coringa por que os fãs queriam, quando na verdade ele só queria usar o Duas Caras como vilão. O Coringa salva o rolê filme por que o Heath Ledger é um filho da mãe pra lá de bom e Bob Kane já levou a medalha de Honra ao mérito pra ele no além, mas o filme além de ser fraco, repercutiu como deveria, uma legião de fãs do Curinga, camisetas e postagens com frases ridículas no Facebook.

3 – 300 – A Ascensão do Império

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Nem vou falar muito desse… é uma bosta, bosta não, tá fraco, é um lixo completo e apocalíptico.

Anacrônico, americanóide, burro, preconceituoso. Soldados invadindo uma terra distante no oriente, vestindo azul e vermelho, levando a “democracia” explodindo um barco com petróleo e atacados por homem bombas, fim.

Esse deveria estar no top da lista e acho que até terminar de escrever ele estará, mas vou me manter firme por que quando vocês souberem quais são os próximos da lista, perceberão que  poderia ficar pior.

4 – A Culpa é das Estrelas.

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Não disse.

Mais uma vez vejo pedras femininas vindo em minha direção (guardem as pedras para o próximo) Mas este é bem intragável.

Não vejo nada de romântico neste filme, não vejo por que minha noção de romance é bem diferente da noção moderna de romance.

A noção moderna de romance envolve irresponsabilidade sobre o próximo, por que vivemos, eu e vocês, imersos em uma cultura individualista e hedonista, mas o romance envolve duas pessoas certo? Como fazer com que um romance seja emocionante e ainda assim a matemática do amor continue no um e não no dois? Fácil, mate um do casal, assustador não? Mas é essa a lógica. Mais uma vez, para não citar o clichê insosso do filme, podemos citar vários filmes que possuem o roteiro igual, até o Moulin Rouge do Baz Luhrmann (que apesar do roteiro, é simplesmente perfeito), disse clichê insosso  mas não é bem isso, o que me incomoda é a fachada de filme bonito que na verdade é uma tragédia, mas vamos ao próximo filme.

5 – Um Amor Para Recordar

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Foi desse ai que A Culpa é das Estrelas fez o Ctrl+C…

Mais um filme travestido de emocionante quando na verdade é uma tragédia, meu amigo, minha amiga, pense no seguinte, você acha o amor da sua vida, você, é você mesmo ai, pense na sua vida como ela é: seu chefe filho da puta chato, sua família, seu dia-a-dia, agora pense que VOCÊ achou o amor da sua vida, daí ele tem câncer e morre, baralho! E as pessoas pagam pra ver isso e se encontrarem nestes filmes! E tem gente que diz que eu sou louco… Whatever, não o bastante todo mundo é branco, rico e Doriana… mano, eu não sou assim, você não é assim, quase 70% das pessoas do mundo não são assim, por que você quer ser? Há, mas essa é uma questão que não vou falar nesse post, vamos pro próximo…

6 – Dançando no Escuro

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Esse ai é pra Hipster pegar seu café no Starbucks, fumar com ar blasé e dizer:

– Argh, mas eu adoro o Dancer in the Dark (tem que falar o nome em inglês que dá classe) do Lars von Trier, esse cara é um merda, não entendeu o filme…

Pode ser.

Mas pelo motivo dos outros dois anteriores da lista o Dancer in the Dark (Quero minha medalha cult de blogger do ano) é uma merda, não gosto de filme de tragédia, assisto muito filme de terror, mas veja, cinema é catarse, é muitas vezes, interação, denúncia e tudo mais, Quem Quer ser um Milionário está aí pra provar que tem filme triste que é bom, o Dancer acontece desgraça do começo ao fim e eu, particularmente, fiquei com raiva e pensei que foi perda de tempo assisti-lo, sei que a humanidade é podre, não preciso ver um filme que me diga isso, o diretor deve ter feito o filme pra deixar o espectador com raiva mesmo das injustiças, mas com minha raiva ele ganho o lugar de filme tosco na minha lista. Próximo filme.

7 – Invocação do Mal.

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Você ainda tá aí? Então vamos lá…

Tem gente que vai dizer que odia (escrevi assim mesmo) e tem gente que ama (maioria) eu gostei, tava indo bem, mas ai o diretor, na cara do gol me coloca que a possessão foi feita por um fantasma.

Pode parar.

Não achei um pingo de graça o diretor fazer você acreditar em um demônio o filme inteiro (irônico isso não? Mas isso também é assunto pra outro post, aliás, se você acompanhou o post anterior sobre os Cavaleiros do Zodíaco e o Cristianismo, sabe o que eu penso disto) para no final, dar um tapa no seu bom senso e dizer que a possessão foi feita por um fantasma… O mesmo aconteceu com o Sinister (A Entidade) do Scott Derrickson, muito bom até o final.

Mas se tem uma coisa a dizer é que tanto o Invocação quanto o Sinister tem a melhor abertura de filme de terror que já vi, se não são as melhores, certamente são as mais criativas, ai que está, as pessoas se acostumaram com Blockbusters, filmes que só servem pra vender, perderam o senso crítico, a análise, ou mesmo a diversão, não me lembro de quando foi a última vez que sai cagado do cinema, mentira, lembro sim, foi com  o REC, tinha cocô no chão tudo, enfim, próximo filme.

8 – Homem de Ferro

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Ah meus caros, não podia haver um filme com mais gostinho de PSDB do que esse… A armadura Stark deveria ser azul e amarela ao invés de vermelho, well, o cara tá no Oriente Médio mano (tá certo que no HQ ele tava no Vietnã, mas a lógica é a mesma) faz uma arma para fugir e volta pros EUA sozinho, não dá pra ser mais militarista e Self-Made Man que isso, super tecnológico, é o herói com a “cara da nova geração” Caros, já viram aquela tirinha do Goku falando “Oi eu sou o Goku! E você leu com minha voz” Será que só eu ouço os publicitários, forças políticas e formadores de opinião dizendo que o Iron Man é o “Herói com a cara da nova geração, tecnológico, antenado” e seja mais lá o que diabos eles falam? O Homem de Ferro é foda por que o Robert Downey Jr. É um puta bom ator, como o Coringa do Batman, o problema é que gostar do ator é uma coisa, engolir o filme é outra, mas todo mundo abraçou e aqui estamos nós…

9 – Guerra Mundial Z

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Ele já começa errado, filmes de zumbi são metáforas sociais, Veja o Romero (Não sabe quem é? Deixe de fornicar e vai no Google meu fio, procura que esse é um que não dá pra passar batido) A Noite dos Mortos Vivos, primeiro herói negro em um filme de terror (deve ter outro, mas que eu sei é esse) tapa na cara da sociedade 1, Madrugada dos Mortos, zumbis invadindo um Shopping Center, tapa na cara do recalque 2, Terra dos Mortos, Zumbis invadindo uma torre onde os ricos moram ignorando o Apocalipse, tapa na cara 3. Ai o Marc Forster dirige o filme baseado em crítica social que a superpopulação é o tema, Ah mas qual o problema tio? Poderia dar um tapa na sua cara e mandar você estudar, mas eu sou um tio bondoso (mentira) e direi o problema, essa ideia é baseada na teoria do Thomas Malthus, segundo ele, é preciso ter, de tempos em tempos, uma guerrinha marota, uma peste, um exterminiozinho social de leve, pra que? Para evitar superpopulação, que segundo ele é o fim da Terra, dai que sabe quem se aproveitou disto? O seu amigo (sim, por que se você concorda com algumas coisas como racismo, preconceito e extermínio ele é seu amigo) Adolf, esse mesmo que você pensou. E pra completar teve uma cena nesse filme que foi a cereja do bolo das idiotices, uma hora que toca o celular do Brad numa hora bem propícia… Enfim, merda de filme, cusp! Próximo.

10 – Transformers

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Esse daí é outro que não vou comentar muito, Mania que o povo tem de fazer filme com conotações direitistas, não a toa eles são bons e bem feitos. É o caso do Transformers, bom pra baralho, bem feito, mas burro e tosco e pra mim não passa de um filme de propaganda militar americana e antes que você, garotinho juvenil fapeador criado a leite cum pêra e ovomaltino, pense em falar que a Megan Fox… Pode parar, a Megan Fox é bonita, mas é um construto da mídia que você foi forçado a admirar, ela não é perfeita e tem muita moça mais bonita por ai…

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E essa unha aí Megan…

E você concorda ou discorda da lista? Acrescentaria algum? Quer me matar? Sim com certeza, mas é a vida…

Raulzito

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Hoje 25 anos atrás morria Raul Seixas, não é meu herói favorito, mas mudou todo o esquema de como fazer música no brazil… teve muita polêmica sobre ele, sua frase mais lembrada é: “O diabo é o pai do rock”, claro escreveu com Paulo Coelho (esse mesmo que você leu escondido) foi preso na era das trevas do mesmo brazil por que acharam que a “Sociedade Alternativa” era algum tipo de luta armada, e por falar nele (no brazil) Raul usou elementos da nossa cultura pra reformular o que ele chamava de rock, por isso ele é o pai do rock brasileiro, tudo o que viria depois dele tinha sua marca, Nação Zumbi e Legião Urbana por exemplo.
Taí mais um que não morreu.

Cavaleiros do Zodíaco e o Cristianismo

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Você teria um minuto para ouvir sobre Jesus?
E Sobre Cavaleiros do Zodíaco?

Pois o negócio é o seguinte: Acabei de assistir o OVA do Santo Seiya, esse mesmo que você jovem dos final dos anos 80 assistia na saudosa Manchete, o OVA em questão é: Os Guerreiros do Armagedon ou Cavaleiros do Zodiaco – A Batalha Final. Pois bem.

Não assisti até hoje esse aí por que um monte de cristãos, católicos e evangélicos, me disseram um monte de coisas ruins sobre ele, e como sou cristão também, não assisti, maaaas, ganhei o DVD e fui ver qual que era.

Era, que este OVA (original vídeo animation) é simplesmente a coisa mais sensacional e mais cristã que você poderá ver, por incrível que pareça.

Vou traçar um paralelo entre ele e outros filmes que tratam da batalha de Deus contra o Inimigo como Constantine, Dylan Dog, o livro A batalha do Apocalipse etc… Então, obviamente eu SEREI chato, portanto pare de ler e não me venha com trololó depois.

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Well, Well Drugis. O negócio é o seguinte. Em nenhum, repito, nenhum, destes filmes ou livros trata com justiça a batalha de Deus contra o inimigo, para o cinema americano, lúcifer é sempre um cara boa pinta, educado, rico e bem vestido, bem humorado, malandrão que só tem uma tretinha de Levis com Deus, aqui o paranauê é outro chapa, o lúcifer do Os Guerreiros do Armagedon, é um monstro poderoso, aterrorizante e cruel, nada de bom humor ou o que seja que os EUA iluminight tenta colocar na cabeça do povo, o episódio abre com a queda dele como uma estrela, ele fala, virgula por virgula, a mesma fala do livro do profeta Isaías quem ele é, e o que ele quer. Ele é belo, mas terrível, ergue uma estrutura no topo das doze casas do zodíaco onde antes estava a estátua de Atena, depois de matar os cavaleiros de ouro.

Ai que a coisa fica da hora, isso por que quando os cavaleiros aparecem, eles não sabem quem ele é, exceto o Hyoga, que é cristão. Shun pergunta:

– Este é o inimigo que está na sua SANTA BÍBLIA.

Ele conta a história do inimigo PERFEITAMENTE como está na Bíblia, sem nenhuma palhaçada ou subterfúgio como os EUA faz, dai que acontece diversos desastres onde o inimigo planeja ressuscitar os inimigos dos cavaleiros para dominar o universo. O orgulho infinito, cruel e impiedoso marca todo o desenho, a construção do palácio que o diabo cria é enorme como seu ego, o trono é uma estátua de uma besta de sete cabeças, enfim, é o inimigo como seria no nosso mundo.

Acontece um monte de outras coisas legais, mas o que mais me impressionou foi o final, que eu VOU CONTAR para que você deixe de ser besta e assista.

Como em todas as sagas de CDZ, todos eles se f8dem e precisam alcançar o SÉTIMO sentido para derrotar o inimigo. Mas nesta cena, para mim, tooooda a saga dos Cavaleiros fez sentido, sem mais vou colocar a cereja no bolo, preparado?

Veja, o diabo ressuscita os inimigos para derrotar os cavaleiros, ou seja, na verdade, o único inimigo, desde o primeiro episódio, era o diabo, o inimigo cristão, Seiya usa a armadura de ouro de sagitário, a ÚNICA que possui asas, para enfrentar lúcifer, quando ele vai dar o tiro ele faz uma oração, ele pede ao DEUS CRISTÃO, que faça um milagre e lhe dê esperança, assim ele alcança o sétimo sentido (nem preciso dizer a importância do número sete na Bíblia, correto?) o milagre é ressuscitar os DOZE (olha mais um número ai que apareceu desde o primeiro episódio) cavaleiros mortos pelo diabo e assim derrotam o inimigo, no fim Saori fala a coisa mais cristã que eu já vi em qualquer desenho, japonês, americano ou sei lá de que nação, vai por mim que é de chorar, o texto eu não vou contar, procure. O que eu sei, é que depois disto, Masami Kurumada merece todo meu respeito e meu aplauso, por que foi o único que usou o diabo como inimigo de verdade, não como um cara boa pinta, nem como um monstro bruto e burro, como um ser vivo super forte, ou sei lá o que. Enquanto o homem-aranha faz pacto com o diabo ( leia aqui para saber mais: http://www.nerdspot.com.br/2013/hqlivros/quadrinhos/homem-aranha-pacto-com-mefisto-mary-jane-sabia-de-tudo/ ) o motoqueiro fantasma era possuído por um, o Constantine do filme enfrentava com artefatos, sem nunca sequer falar com Deus e os X-Men fazem tour pelo Inferno, Kurumada constrói, desde 11 de outubro de 1986 até hoje, doze apóstolos, Sétimo sentido que é a esperança, o Cosmo que é a fé, o inimigo supremo que é o diabo e a fonte de todo amor que é e só pode vir de Deus.

Cara, para mim, não existe mais animes, CDZ superou tudo.

50 Anos do Dia da Mentira

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Hoje 1º de abril de 2014 relembramos, com dor, os 50 anos do Golpe do Dia da Mentira, como se recorda um grande dia de finados. Muita gente não conhece a história do seu país, tudo é nacionalismo ufânico em ano de Eleições e Copa do Mundo, mas o que nos trouxe até aqui?

 Muitos dos jovens de hoje ignoram o que foi a ditadura militar, vestem a máscara do V de Vingança em manifestações, mas não sabem quem foram os homens que morreram e lutaram em seu próprio País.

 Quando penso em escrever isto penso no que ainda não foi escrito sobre a ditadura em todos estes anos, textos raivosos, e com razão, por 21 anos de terror, sequestro, torturas, violência psicológica, pais sem filhos, filhos sem paz.

 Penso no que o senso comum criou, uma época áurea de heróis vitimados, que resultam em uma exaltação do sentimento em desfavor do cérebro, penso nos idiotas modernos que se vangloriam da Ditadura, ora saldando-a e vivendo do seu passado de glória feita de sangue, ora achando que estão vivendo na ditadura, arrotando conhecimento de um tempo perdido enquanto ainda se vivem os desdobramentos em cada favela, em cada prisão onde alguém vive como animal, é torturado e sobrevive ás custas do terror. Penso isto quando eu vejo velhos dizendo que (complete a frase, eu sei que você já ouviu isto) “No tempo da Ditadura que era bom!”, ou quando eu vejo jovens que sabem tudo sobre a ditadura, mas só sabem isto, vivem no passado e viram as costas para os problemas sociais do seu tempo, como se só de conhecer este pedaço da história os liberassem de conhecer todo o resto, conhecer o inimigo, o que ele pensa, as armas que usam para o domínio social cotidiano, mas para estes, basta a retórica e o discurso vazio que os enaltece como ‘jovens intelectuais’ enquanto que com isso eles colocam balas nas armas dos inimigos.

 A frase célebre diz: Recordar é viver. Pois lembremos, lembremos o primeiro de abril! a pólvora a traição e o ardil, por isto não vejo por que esquecer uma traição de pólvora tão vil.

 

Lembremos, por que se esquecermos de um erro catastrófico tão recente, é por que nossas noções mais básicas foram vencidas e o inimigo nos derrotou.

 Olhem para o passado, mas como quem olha para um espelho, não percamos de vista o presente, as eleições, as lutas sociais, a copa, os presídios, as favelas, os miseráveis, os negros oprimidos, os marginais, os homossexuais espancados, olhemos senhores, por que quem vive só de memória é museu.

A Máquina

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“Insira o dinheiro aqui”, era o que dizia na placa de alumínio acima do dispositivo, por vinte você poderia ter a mulher dos seus sonhos. Com quarenta, ela falaria. Com sessenta, poderia sentir o perfume, com oitenta, sentiria o gosto dela, por cento e vinte poderia tocar e sentir a pele, pagos individualmente para cada mulher. Claro que era falso, mas os desesperados com medo de alguma doença venérea, os fracos na arte da conquista, os esquecidos, pagavam.

     Em alguns casos a depêndencia era pior que uma droga sisntética, mas alguns iam esporadicamente, quando estavam carentes.

     Chegou o dia em que a tecnologia subjulgou o homem á seus instintos. Começou subistituíndo a pornografia, já que não havia mulheres de verdade envolvidas. Tudo era possível. No começo era mais caro, mas com o tempo se popularizou e virou a diversão das classes trabalhadoras.

     A Máquina, era como chamavam á boca pequena.

     Ele Nunca havia ido até ela, achava aviltante ter que pagar por uma ilusão cibernética, mas fora vencido pela solidão e gastava muito dinheiro com aquilo, claro que seria mais fácil juntar dinheiro e comprar a própria Máquina, mas tinha dois problemas, o primeiro, tinha vergonha de comprá-la, a segunda, achava que jamais a usaria, preferia a boa e velha humanidade, mas isso já não importava mais, iria ás máquinas do centro da cidade mesmo e resolvia tudo.

     De mais a mais, usar a Máquina era sinônimo de status entre os jovens. Poucos deles não á usavam, ou nunca a usaram pelo menos uma vez, isto acontecia por diversos motivos: perda de responsabilidade sobre os sentimentos, risco nulo de contração de alguma doença, consciência trânquila, risco nulo de gravidez, julgamento da sociedade inexistente, facilidade, e não teria o incômodo de ter que ligar no outro dia.

     Alguns homens exultaram quando foi anunciado o lançamento da Lucky Star, e alguns quase beijaram os pés da compania Laicos, quando ela desenvolveu a Lucky Star 9000, a versão portátil, doméstica, do produto. Com todos os softwares melhorados, cores de pele nova, roupas desbloqueadas, jogabilidade on-line, novos cenários e novas falas.

     Alguns homens deixaram de sair de casa, não trabalhavam mais, ou trabalhavam para sustentarem a Máquina.

     A máquina nunca te trairia, nunca pediria dinheiro, nunca reclamaria da toalha sobre a cama e principalmente, nunca resistiria. Mas a máquina não escuta problemas, não “dorme de conchinha”, não queima a comida, mas também não a faz, em suma, ela ainda era a máquina.

     Mas estava sendo aguardada a Lucky Star 9001 que vinha com aplicativos para sono, e reclamações, não resolvia o problema da comida, mas não importava.

    Nunca, ou raramente, se pensou que o sexo derrotaria a humanidade, mas além de derrotá-la, ele a colocou de joelhos. A reação foi forte, a Igreja tentou intervir, mas foram descobertos padres que possuíam uma Máquina portátil, o que descreditou muito a palavra da Igreja, sendo ela verdadeira ou não. No começo os governos não interviram por que não viam problema nos jogos de video-game, além de estarem com medo de serem acusados de repressores da liberdade, mas a verdade é que a máquina tivera apoio governamental para controle social e populacional.

     Deu certo, com poucos casamentos, poucos relacionamentos, o resultado foi uma considerável queda de natalidade, em algumas gerações algo deveria ser feito, mas ainda não era o caso.

     Alguns diziam que as mulheres eram as culpadas pelo surgimento da Máquina. O país que mais comprava a Máquina era o Japão, embora ela houvesse nacido na Suécia, foi no Japão que a Máquina alcançou seu auge, virou moda e se expandiu para o mundo tornando-se o maior fenômeno de vendas da história. No japão as mulheres bem resolvidas já não se casavam ou namoravam, preferiam a carreira profissional ou escolhiam somente parceiros bem sucedidos para relacionamentos. A maior parte dos homens permaneciam solteiros, pelos valores culturais ou pelas próprias mulheres, enquanto a menor parte dos homens namoravam e se casavam, por isto, haviam muitos solteiros gerando um mercado da solidão, Lucky Star 9000 caiu como uma luva.

     Aparentemente, no resto do mundo a situação não estava muito diferente, As mulheres ganharam seu espaço, mas não sabiam o que fazer com ele, ou melhor, sabiam: Vingança. Vingança por séculos de patriarcado, salário injusto, violência e ingratidão. Elas revidaram negando á alguns homens a possibilidade do seu amor, agindo como os homens do patriarcado agiam, por interesse.

     Claro que isto foi inconciente. Mas cada mulher perfeita, bem sucedida, charmosa e elegante que recusava um homem por seu tipo físico, pela sua faixa etária, pelo valor em sua conta bancária executava sua vingança e colocava uma peça na Máquina.

     A reação feminina foi dividida, algumas mais entusiastas se aliviaram, pois estariam mandando para baixo do tapete (ou para o inferno) os chatos e indesejáveis que se arrastavam sob seus pés como os colegas de escritório, de faculdade, os vizinhos, os amigos de amigos, os supostamente feios e a vasta gama de homens que se tornam somente amigos. Outras viram um absurdo e o fim das relações amorosas. Algumas feministas viram o fim da emancipação, pois não teriam mais que serem forçadas á obrigação social da formação da família e poderiam se dedicarem a si mesmas, outras já não se preocupavam pois já eram casadas, outras se perguntavam quando haveria a versão feminina da Máquina.

     Isto até algumas delas terem que disputar a sua beleza e carisma com uma ilusão virtual, ou virem se concretizarem o pesadelo de que quase todos os homens usavam a máquina e não buscavam mais mulheres reais, ou quando algumas perceberam que a emancipação chegou a divisão humana entre com pênis e sem pênis, ou até algumas mulheres casadas acharem uma Lucky Star escondida em um armário embaixo das roupas. Ou a Laicos Vetar a patente do software para que não haja uma versão feminina dela.

     Aí foi terrorismo. Houveram protestos, mulheres pelas ruas exigindo a proibição da máquina, cartazes e algumas mais afoitas faziam pinturas corporais e saiam nuas nas ruas.

     Mas era tarde, a Máquina viera para ficar.

     Curiosamente nenhum homem foi as ruas, nenhum homem se preocupou, o senado, majoritariamente composta por homens, vetou a proibição, então com o tempo aconteceu o que sempre acontece quando um protesto não muda um sistema, ele foi engolido.

     E as mulheres tiveram que engolir a Máquina.

     Então aconteceu uma inversão. As mulheres tentaram reinvindicar o que era delas por direito natural, paqueravam, provocavam, buscavam os homens, de qualquer espécie, eram gentis, educadas, ainda poderosas, mas desta vez não usavam seu poder para dominar os homens, pois de forma tardia, perceberam que usaram a arma no homem errado.

     Mas tardiamente, por que não fazia mais efeito. Quem tinha um homem ao seu lado tinha que segurá-lo e esperar que não fosse traída pela Máquina. O que era muito difícil, por que a máquina tinha peculiaridades na sua formação.

     A única coisa complicada na máquina era a questão da simulação dos sentidos, a máquina conseguia através de um jogo de percepções, simular qualquer sentido. Supostamente a Máquina havia sido desenvolvida com fins bélicos, mas acabou sendo tragada pelo capitalismo, sendo mais lucrativa usada como tal.

     Mas de resto a máquina era como um video-game de altíssima resolução, você poderia montar a garota que quissesse, com qualquer, absolutamente qualquer, característica, poderia trocar esta garota com um usuário de outro país se estivesse em rede, poderia gravar a performance e mostrar para os amigos, poderia, acrescentar um cenário, estimular a fantasia e o fetiche. As possibilidades eram infinitas e as brechas quase nulas.

     De resto o mundo funcionava normalmente.

     Mas tudo isto era sabido há muito tempo, e Adam, mal pensava nisto quando olhava para o letreiro que dizia: Insira o dinheiro aqui.

     Ele colocou o dinheiro para os cinco sentidos e a porta se abriu.

     Era uma sala menor que um banheiro, mas isto não importava. Sobre um sofá de couro vermelho estava a máquina, um objeto parecido com um controle remoto, no formato de uma semente negra, sem botões mais ou menos do tamanho da palma da mão.

     Era só segurá-lo por trinta segundos que começava a funcionar, primeiro vinha o painel de aviso contra a pirataria e uso de Lucky Versions. Depois as instruções de uso então vinha a entrada do programa, uma mulher negra dançava e enquanto dançava mudava sua fisionomia, a cor dos cabelos, as roupas, tudo entre luzes e cenários coloridos.

     – Bem vindo ao simulador Lucky Star 9000, aperte start – dizia a garota.

     O painel aparecia na frente do usuário suspensa no ar, ele executava os comandos com o passar de mãos pelos ícones, espalhados pelo corpo da garota, que agora parecia uma Viking com o ícone de start entre as pernas.

     – Escolha o avatar. Diga fim do processo quando encerrar a construção.

     Então o usuário escolhia como seria a garota. Não havia limite de tempo, não mais, o que dificultava muito para alguns homens por que eles teriam que achar uma máquina livre ou comprarem uma, era o capitalismo virtual e a realização da sociedade do espetáculo.

     – Bons sonhos e que a estrela da sorte o acompanhe.

     A garota sumia em uma tempestade de luzes para dar lugar ao avatar que o usuário montara, Adam nunca usara a máquina, então capricharia na primeira vez, e como um deus, ele montou uma garota. Era alta, forte, com um metro e oitenta, pés delicados, um anel de prata enfeitava o dedo médio dos pés com unhas delicadas pintadas de branco, sandália rasteira de tecido negro com um anel de ouro e flores de cristal nos pés, pernas bem torneadas, nádegas perfeitamente circulares e claro, grandes. Decidiu criá-la mais baixa, mudou para um metro e setenta, diminuiu o formato das coxas, mas ainda deixou as pernas belas. Marcou bem a cintura, escolheu seios fartos e macios, assim como a pele. Deixou-á macia e cor de oliva, mudou de ideia e diminuiu o tamanho do seio, o bastante para fazerem curva em um bom decote. Colocou um pescoço longo, um maxilar forte, boca pequena em padrão M, nariz fino e longo, olhos caídos e bondosos com maquiagem preta nos olhos acabando em um detalhe prateado perto do nariz, cabelos fartos, negros e bagunçados, vestiu-a com um vestido preto sem costura apertado no busto fazendo um decote, colocou pulseiras e um brinco de argola de marfim. Havia um anel de esmeralda no dedo médio da mão com unhas pintadas de preto. Escolheu a personalidade 3, que queria dizer que ela seria muito desinibida. Escolheu o quarto europeu como cenário.

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     – Fim do processo – disse ele.

     A Máquina faria o resto, a sala ficou escura, então o cenário se montou ao redor,  muito maior que a sala em que estava e da porta ela veio.

     Embora ele houvesse escolhido cada detalhe, não era real, e ele não desejava de fato a garota, mas já era tarde. A garota entrou no quarto e sentou-se na cama ao seu lado.

     Como isto pode não ser real?

     – Quer conversar? – perguntou ela, a voz era exatamente o que ele queria, mas ele não escolheu.

     – Não sei, você quer? – Perguntou ele, pensando no absurdo da pergunta.

     – Não.

     – Bom, primeiro, vamos fazer assim, dance para mim.

     Ele foi até um rádio sobre a mesa, aparentemente havia muitas músicas no arquivo digital, caso alguém pedisse o mesmo que ele, ele escolheu Man Eater da Nelly Furtado.

     Ela dançou. 

     O vestido rodando revelando suas curvas, os seios perfeitos saltando quando ela pulava, o cabelo em uma tempestade, o perfume dela, o sorriso dela, os ombros balançando e os pulsos agitando as pulseiras coloridas. O corpo dela serpenteando, os trejeitos de menina enquanto dançava, o sorriso largo e encantador.

     Estou apaixonado. 

     Ele acendeu um cigarro e continuou observando, ela tirou as pulseiras e o vestido, por baixo ela usava uma bela e pequena lingerie negra, alguns detalhes eram acrescentados pela máquina, era encantadora, era perfeita, era irreal.

     Mas tentava não pensar nisto, a realidade era dura demais.

     Ela pegou um cigarro do bolso dele, colocou entre os lábios perfeitos e acendeu no cigarro dele, como em um beijo de fumaça.

     E continuou dançando.

     Até que ele não aguentou mais e a puxou para si, beijou sua boca. Ela tirou a roupa dele jogando-o na cama, sobre ele ela beijava seu pescoço enquanto ele estava hipnotizado com a beleza dela. Beijava sua boca como um sedento bebia água no deserto, mas não conseguia fazer mais do que aquilo, levantou-se e partiu.

     Teve sonhos com a garota, no sonho ela dizia chamar-se Eve, eles se amavam, se casavam e tinham belos filhos. Acordou um caco.

     No dia seguinte só pensava na garota Eve. Estava tremendamente apaixonado por ela, mesmo que ela não existisse. Se arrependeu amargamente de ter ido á Máquina, poderia ainda voltar e terminar o que começara, pois o avatar de Eva estava salvo em seus arquivos, mantidos pela Laicos.

     Mas achava tolice se apaixonar por um personagem virtual.

     Adam trabalhava em um escritório de publicidade na área de coleta de dados, saiu do escritório com a cabeça cheia e nem se importou quando o porteiro comentou o jogo da noite anterior com ele. Foi até um bar que frequentava há sete anos chamado Golpe de Sorte para beber e desanuviar a mente, então o impossível aconteceu.

     De um corredor ele viu Eve, mas ela estava usando short Jeans curto e uma camiseta preta com franjas na base.

     Primeiro ele pensou estar alucinando. Depois pensou se ainda estava na Máquina, não pensou mais duas vezes e foi falar com a garota.

     – Eve?

     Ela olhou com desdém para ele, não tinha nada a ver com o olhar doce do avatar, o que de certo modo era um alívio perturbador.

     – Eu conheço você?

     – Não, mas você parece com…

     – Uma Versão Lucky? – disse ela com olhar que dizia mais um pervertido.

     Ele pensou que talvez já tivesse visto essa garota no Golpe de Sorte antes e inconciente disto, a recriara.

     – Desculpe-me mas você vem sempre aqui?

     Ela fez uma careta e virou-se para sair de perto dele.

     – Desculpe, não foi isto o que eu quis dizer, eu…

     – Espero de verdade que você não seja um idiota com uma câmera escondida me fotografando para fazer uma versão Lucky minha.

     A vergonha dominou Adam. Pensou no estado de idiotice que se encontrava, esta Eve nunca olharia para ele, não por ser feio, mas por que tudo começara de um jeito absurdamente errado.

     – Só gostaria de dizer que você é a mulher dos meus sonhos, a mulher mais linda que eu já vi, só isso, agora eu vou me retirar, boa noite…

     Quando estava saindo, pensou que acabara de encontrar a mulher da sua vida e a perdera justamente por ter sonhado com ela em uma máquina maldita.

     – Espere, moço.

     Moço?

     Foi o som mais perfeito da sua vida, foi como ouvir o coração bater pela primeira vez.

     – Eu estava sozinha e em um péssimo dia, quer beber comigo esta noite?

     Afinal, as coisas não estavam tão ruins.

     – Bom, vamos recomeçar, Olá, muito prazer! meu nome é Adam.

     – Meu nome é Evelyn.

     Eve

     – Onde você está sentada?

     Ela apontou, não importava se fosse loucura, ou se talvez ele estivesse preso em um erro da Máquina, ou coisa pior, o que importava é que ele tinha uma chance de viver com Eve e ser feliz com ela talvez. No fim das contas uma máquina nunca pode fazer o que um homem faz.

     Ou pode?